27
Dec

Aniversário de casamento – Bodas de flores, frutas

No último dia 25 de novembro foi meu aniversário de casamento. Eu costumo fazer uma retrospectiva em datas especiais. Um balanço do ano todo analisando as tantas situações passadas – boas e ruins. Sei que eu deveria ter feito um post especial na ocasião, mas não estava preparada para isso. Foram tantos acontecimentos para digerir que eu preferi adiar. Só hoje – um mês depois -resolvi voltar aqui e escrever sobre o assunto.

Lembro do dia que vim para a Irlanda com uma mala e muitos sonhos. De lá pra cá minha vida mudou completamente. Casei. Me tornei esposa, mãe e dona de casa. Vivemos momentos de alegrias e tristezas, perdemos e ganhamos, brigamos e fizemos as pazes, tivemos nossos altos e baixos, mas o amor nos ajudou a superar tudo isso. Ah! Como foi difícil a nossa fase de adaptação! Graças a Deus conseguimos nos adaptar um ao outro apesar de todas as dificuldades.

Nada se compara ao nosso aniversário de casamento do ano passado. Como de costume fizemos mil planos para comemorar essa data e o inesperado aconteceu. Meu marido sofreu um infarto agudo no dia 18/11/2015, e no dia do nosso aniversário de casamento ele estava hospitalizado. Foi uma fase muito difícil. Ele passou por um cateterismo e uma cirurgia para a colocação de um bypass coronário. Foram quase 30 dias hospitalizado. Celebramos a vida e o sucesso da cirurgia.

O tempo foi passando e decidimos não fazer muitos planos. Colocamos nas mãos de Deus e vivemos um dia de cada vez. Este ano decidimos passar nosso aniversário de casamento em casa – em família. Que nosso amor se fortaleça e possamos envelhecer juntos.

 

 

PS1: Eu deveria ter postado no domingo, mas infelizmente nao deu certo. Sorry girls 🙂

24
Nov

Mudança

Sei que prometi escrever posts diários aqui no blog e não consegui cumprir a promessa. O problema é que às vezes a vida sai um pouco do controle e é preciso reorganizar as prioridades. E, foi exatamente isso que aconteceu nas últimas semanas. Não se preocupem porque está tudo bem conosco. A novidade é que nos mudamos e viemos morar em uma casa mais quentinha e confortável. A parte chata é que mudança requer muito tempo e trabalho para poder organizar e reorganizar os trecos todinhos.

Havia seis meses que tínhamos dado entrada nos papéis para a compra da nossa casa. Comprar imóveis na Irlanda é um processo um pouco demorado. Dá a impressão que o advogado não está lá muito interessado em ajudar e o universo está conspirando contra. Nós morávamos em uma casa alugada e tínhamos estipulado um prazo para nos mudar. O problema é que extrapolamos o prazo e no fim das contas tivemos que mudar às pressas.

Quando cheguei na Irlanda no dia 24/11/2012 me deparei com uma casa enorme com decoração antiguinha de 1900 e lá vai bolinha. Na hora eu pensei “Onde eu vim amarrar meu bode” kkkk. Os móveis, o carpet e a decoração beiravam a breguice e o mau gosto. Como a casa era alugada não tinha como mudar nadica de nada. O pior de tudo é que a casa era muito grande e não tinha aquecedor que a deixasse mais quentinha. Já revoltada com a situação eu orei e sonhei com um cantinho nosso. Não foi fácil, mas Deus tornou meu sonho em realidade e hoje estamos em uma casa nossa. Uma casa quentinha, agradável, com uma vizinhança bacana, e o melhor de tudo é que está sendo devorada aos poucos do nosso jeitinho. Tem coisa melhor? Não neah?

Vejam só que belezinha:

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casa

Foto 1: Final de tarde com as cores do outono | Foto 2: Essa foi feita hoje de manha. O dia amanheceu com tudo coberto por uma camada de gelo.
06
Oct

Se atolar em dívidas ou economizar? Eis a questão…

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Sabe aquele tipo de pessoa que gasta dinheiro sem se importar com o dia de amanhã? Essa pessoa era eu. Meu lema era esse “Se eu morrer hoje, morro feliz”. Vivi desse jeito por anos a fio e continuo aqui vivinha da Silva e mais lisa que piso molhado no inverno haha.

Comecei a trabalhar cedo. Meu primeiro emprego foi aos 16 anos em um supermercado da pequena cidade onde nasci e cresci. Além de não gostar de trabalhar com o público, era uma função ter que trabalhar e estudar. Lembro que gastei meu primeiro salário em menos de 24 horas. Me arrependi depois, mas gastei tudinho.

Pior do que ser consumista era gastar horrores com coisas que eu não precisava ou não ia usar por muito tempo. Se eu gostasse de um determinado sapato e meu número estivesse em falta, sabe o que eu fazia? Comprava um número maior ou menor que o meu e me lascava. Não preciso nem dizer que alguns sapatos causaram joanetes e outros eu tinha que encher as pontas com algodão senão eles caiam do pé. Eu também me apertava dentro das roupas e depois da primeira lavagem doava para a primeira pessoa que aparecesse na minha frente. Doentio né? O problema é que eu não podia ter dinheiro na carteira ou crédito no cartão que a mão coçava para gastar. Ir no shopping e não comprar nada? Nammm! Eu comprava nem que fosse uma tranqueira qualquer.

Até que fiquei doente entre a vida e a morte. Perdi tudo que havia conquistado até aquele momento. Fiquei no zero, literalmente. Quando sai do hospital (depois de alguns meses) a ficha caiu e, finalmente, consegui entender que tinha vivido uma vida de desperdícios e inutilidades. Não foi nada fácil recomeçar, mas graças a Deus eu consegui.

Depois do casamento e o início de uma nova vida aqui na Irlanda a veia consumista começou a pulsar novamente. Vamos combinar que morar na Europa tem suas facilidades né? Foi aí que meu marido colocou um pouco de juízo na minha cabecinha doida e me fez entender que eu podia ser feliz comprando de forma consciente. Hoje em dia vou nas lojas feito uma mocinha bem comportada, cof… cof. Quando vejo algo que gosto penso logo se vai combinar com as roupas que já tenho, se realmente preciso e, o mais importante, se vou usar. Depois disso respiro fundo e voilà.

Não vou mentir dizendo que me tornei a rainha da economia e tenho uma conta bancária beeem gordinha. De uma coisa tenho certeza, estou quase chegando lá! Antes de sair para as compras eu olho o meu armário para identificar o que preciso comprar. Para isso mantenho meu armário organizado (ou quase kkk). Resisto ao impulso e procuro investir em peças de qualidade que sejam confortáveis e versáteis. Compro peças que combinem com o que já tenho no meu armário. Vou no provador, experimento, verifico o caimento, modelagem e tamanho com muita calma. E, o mais legal disso tudo é que eu parei com aquela mania feia de comprar roupas e sapatos menores ou maiores que o meu tamanho só porque estão na promoção ou porque gostei muito. Também não me atolo mais em dívidas. Antes de ir as compras verifico meu orçamento e só compro aquilo que está dentro das minhas possibilidades.

Pensando bem acho que mereço um cartão de crédito sem limite (com limite ilimitado), né não? #brinks

Foto Google divulgação

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