26
Sep

E depois de tantas primaveras…


Sábado (23/09) foi meu aniversário. E depois de tantas primaveras, acho que passei da época de me preocupar com a idade. Lembro das vezes que surtei diante do espelho porque as marcas do tempo estavam cada vez mais visíveis. Uma ruguinha aqui, uma gordurinha ali, uma flacidez acolá, e lá se vai a juventude se escorrendo pelo ralo. Vamos combinar que não é tão fácil assim se aceitar envelhecendo, né? Tinha dias que eu passava horas sonhando em fazer muitas umas cirurgias plásticas e ficar toda esticadinha novamente. Passado o surto, deixei de me importar tanto com a aparência externa e passei a cuidar melhor do meu interior. Entendam, eu não estou dizendo que nunca farei uma cirurgia plástica, mas isso já não é mais uma prioridade na minha vida.

Muitas coisas aconteceram nesse ano que passou. Passei por momentos difíceis como o infarto do meu marido em novembro do ano passado, mas também tive momentos felizes como a cura (pela fé) comprovada do problema renal que eu tinha e o sumiço de dois cistos benignos na tireoide. Fiz novos amigos, conheci lugares incríveis, errei e acertei, sorri e chorei, algumas vezes me arrependi de ter falado demais e em outras de ter falado de menos, venci meus medos, quebrei paradigmas e aprendi que devo viver minha vida sem me importar tanto (ou quase nada) com a opinião alheia. Também perdoei mais e amei mais. 

Acho que na maturidade aprendemos a nos aceitar sem neuras. Os anos a mais indicam experiência e não devem ser encarados como algo ruim. Afinal de contas estamos vivas e saudáveis! Ao invés de ficar reclamando devemos agradecer a Deus por nossas vidas. Afinal de contas, acho que todas nós temos motivos de sobra para agradecer, seja pela saúde, família, sucesso, conquistas, por termos um lar e um cobertor quentinho para nos aquecer no inverno, pelo alimento que (bom ou ruim) não nos falta a mesa… e por todas as bênçãos que são derramadas em nossas vidas diariamente. 

Se eu pudesse dar um conselho as mulheres de 20, 30, 40, 50… diria para elas que aprendam a se aceitar e vivam suas vidas de forma intensa porque ela passa muito rápido. Reclame menos e agradeça mais. Ame mais, perdoe mais, sorria mais, brinque mais, se cuide mais, e seja feliz sem invejar os demais. Não seja tão dura consigo mesma porque as pessoas já fazem isso por você. Não fique fazendo comparações com os outros porque cada um de nós somos únicos e temos nossas próprias características que nos fazem diferentes uns dos outros. 

E que meus 39 anos seja de muitas bençãos, conquistas e livre de mimimi. 

PS: Esse post saiu atrasado porque essa semana foi puxada. A Zahrinha teve uma irritação no olho e precisou de 1000% da minha atenção. Graças a Deus já está tudo bem 🙂 

Foto 1 Tumblr, Foto 2 acervo pessoal 

25
Jul

Amor de mãe

Há três anos atrás quando descobri que estava grávida levei um choque. Lembro que ter mais um filho (ou filha) não  fazia parte dos meus planos. Eu já estava acostumada a viver a vida devagar, sem muitas responsabilidades.

Entrei no banheiro com um teste de gravidez e uma incerteza. Sai de lá aos prantos. Não podia ser verdade o que aquele teste me dizia. A ficha só caiu quando fiz o primeiro ultrassom com 8 semamas de gravidez e pude ver que uma pessoinha pulava dentro de mim. Uma coisinha tão pequenininha, indefesa e dependente. Naquele momento o amor de mãe aflorou e veio com força total.

Foi uma gravidez difícil e cheia de complicações. Depressão fortíssima, dores, dez infecções renais, repouso absoluto, anemia e uma ansiedade sem fim. Mas, cada vez que ela mexia dentro de mim me confortava e fortalecia.

Zahrah nasceu prematura, pequenininha, frágil, tão linda que eu não parava de admirar.

O pós parto da cesariana sozinha em um país estranho foi difícil. As horas a fio em que ela gritava com cólicas foram castigantes. Cuidar da Zahrinha em tempo integral e sozinha foi exaustivo. Não vou ser hipócrita e dizer que sinto falta do barrigão pesado da gravidez com todo desconforto que ele trás, porque eu  não sinto a mínima falta. Também não tenho saudades da época que ela era um bebê bem pequerrucho, porque também não tenho. Mas, posso dizer sem culpa que curti cada momento, que amei e amo demais a minha bonequinha linda, que quero mais é que ela cresça e se torne exatamente aquilo que Deus planejou para ela.

Minha bebezinha está crescendo e se tornando uma menina linda e muito esperta. Ela completou 3 anos no sábado passado (23/07). Este ano não fizemos festa. Nós a levamos a um café onde tem um playground maravilhoso com obstáculos e piscinas de bolinhas. Almoçamos fora e ainda comemos bolo prestígio feito por mim. Ufa! Foi um dia bem cansativo e muito divertido.

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