07
Sep

Se não ofende a ninguém, que mal tem?

Oi gente, tudo bem?

Ser mãe não é tarefa fácil. Além de enfrentarmos a cobrança da família e da sociedade, ainda temos que enfrentar os julgamentos de outras mães que se acham donas da verdade e metem o bedelho onde não são chamadas.

Semana passada eu estava lendo alguns relatos e comentários a respeito da idade certa para a criança ir para escola e fiquei besta com a quantidade de absurdos que li. As pessoas precisam entender que não existe uma cartilha ensinando o passo a passo de como criar um filho, até porque cada criança tem sua própria personalidade e gostos bem definidos. Nós, mães, aprendemos no dia a dia, errando e acertando. O que é bom para os meus filhos pode não ser bom para os seus e vice versa.

Eu tenho dois filhos completamente diferentes um do outro. Meu filho mais velho (hoje com 19 anos) começou a ir para escola ainda muito pequeno e não se adaptou. A diretora mandava bilhetes reclamando do comportamento dele e todos os dias ele dizia que não queria ir para a escola. Então, decidi que ele só voltaria a estudar por volta dos 5-6 anos e assim foi. Gastei um dinheirão com escola, uniforme, ônibus… pra nada! Nem preciso dizer que recebi uma enxurrada de críticas que entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Já a minha segunda filha foi para a escola aos 2 anos e se adaptou desde o primeiro dia. Hoje ela está com 3 anos e 2 meses e não perde um dia de aula. O mais engracado e que no dia que fomos fazer a matrícula dela na escola, ela nao queria vir pra casa. A menina ficou encantada com os brinquedos e cores e queria ficar por lá mesmo rsrs.

A Zahrah estuda em uma escola montessori, 3 horas por dia – das 9h às 12h – de segunda a sexta-feira. Enquanto ela está na escola aprendendo e se divertindo, eu estou feliz da vida por ter 15h semanais para meu deleite e bel prazer. Aproveito para meditar na Palavra de Deus, escrever aqui no blog, ler livros que já estão na minha lista a muito tempo, tomar banho demorado com direito a cremes e cuidados especiais, ou ficar de bobeira sem fazer absolutamente nada. Quer coisa melhor que isso? Namm! São 15 horas merecidas e muito bem aproveitadas.

Alguém pode pensar que sou uma desalmada que quer se ver livre da filha. Na verdade eu queria sim, e não vou mentir. Não o dia inteiro, a semana inteira, ou para sempre. Não me entendam mal! Mas, vamos combinar que ter algumas horas semanais para usar e abusar, não faz mal a ninguém, não é mesmo?

Olha so a carinha de felicidade:

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Fotos by Acervo Pessoal
31
Aug

Amor autista

Oi gente, tudo bem?

Na primeira vez que conversei com meu marido ele foi super sincero a respeito da sua vida. Ele contou que era divorciado e tinha filho autista. Na época eu não fazia ideia do que era autismo. A única coisa que eu sabia era que o filho da vizinha de uma amiga minha era autista e todas as noites batia a cabeça contra a parede por horas a fio. Isso deixava minha amiga muito preocupada e cansada porque ela não conseguia dormir direito. Eu não fazia ideia que o autismo é um espectro que engloba uma ampla gama de níveis de funcionamentos e transtornos.

Nós casamos, o tempo passou, a Zahrinha nasceu, as férias de verão do Adam começaram e ele veio passar algumas semanas conosco (acompanhado pela mãe dele, claro!). Fazia apenas 30 dias que eu tinha parido a Zahrah, estava cansada mentalmente e fisicamente devido à nova rotina de troca de fraldas, mamadeiras e noites mal dormidas. Confesso que foi bem desgastante presenciar as crises que o Adam tinha. O pior era ter pessoas estranhas dentro de casa em um período tão delicado. Toda a situação me deixava em um estado que beirava a loucura. Eu não tinha saúde mental para lidar com tudo aquilo. Juro que não tinha! Mesmo assim tudo correu em perfeita paz e harmonia. 

A visita acabou e eu corri atrás de informações sobre o autismo. Eu precisava entender as limitações, as dificuldades, as sensibilidades, as crises, as obsessões e os toques que as pessoas autistas tem. Pedi a Deus que me desse força e sabedoria para administrar tudo isso. Eu queria muito que ele se sentisse a vontade comigo, e, se, possível, viesse a gostar de mim.

O tempo passou e chegou o dia de uma nova visita do Adam e sua mãe, e depois outra, e outra, e… hoje em dia já tiro de letra. Não fico mais à beira de um ataque de nervos. Agora entendo seus jeitos e trejeitos. Aprendi a amá-lo. O mais engraçado é que ele não só aprendeu a gostar de mim como também aprendeu a me respeitar. Por incrível que pareça ele me obedece. Falo com ele uma vez só e pronto, ele obedece de imediato. 

A Zahrinha ama a companhia do Adam. Os dois correm e brincam pela casa. Se entendem ao seu modo. Ela abraça, beija e divide tudo com o irmão, que algumas vezes ri e em outras faz de tudo para se desvencilhar dos beijos e abraços da irmã (autistas não gostam de muito contato físico). A Zahrinha pula em cima dele, fala sem parar e diz que ele é um bom irmão e ela também é uma boa irmã (bem modesta kkkk). Às vezes ele fala algumas palavras soltas, mas geralmente fica perdido em seu próprio mundo.

No fim das contas todos nos damos bem e nos respeitamos, o que é mais importante. Tem pessoas que não entendem como posso me dar tão bem com a ex do meu marido ao ponto de aceita-lá em minha casa. Na verdade não peço que as pessoas entendam, peço apenas que respeitem.

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PS: Na primeira foto estão a Zahrinha, a Zahira (mãe do Adam) e o Adam. Na segunda foto a Zahrinha e o Adamestão  brincando no quintal de casa. 

25
Jul

Amor de mãe

Há três anos atrás quando descobri que estava grávida levei um choque. Lembro que ter mais um filho (ou filha) não  fazia parte dos meus planos. Eu já estava acostumada a viver a vida devagar, sem muitas responsabilidades.

Entrei no banheiro com um teste de gravidez e uma incerteza. Sai de lá aos prantos. Não podia ser verdade o que aquele teste me dizia. A ficha só caiu quando fiz o primeiro ultrassom com 8 semamas de gravidez e pude ver que uma pessoinha pulava dentro de mim. Uma coisinha tão pequenininha, indefesa e dependente. Naquele momento o amor de mãe aflorou e veio com força total.

Foi uma gravidez difícil e cheia de complicações. Depressão fortíssima, dores, dez infecções renais, repouso absoluto, anemia e uma ansiedade sem fim. Mas, cada vez que ela mexia dentro de mim me confortava e fortalecia.

Zahrah nasceu prematura, pequenininha, frágil, tão linda que eu não parava de admirar.

O pós parto da cesariana sozinha em um país estranho foi difícil. As horas a fio em que ela gritava com cólicas foram castigantes. Cuidar da Zahrinha em tempo integral e sozinha foi exaustivo. Não vou ser hipócrita e dizer que sinto falta do barrigão pesado da gravidez com todo desconforto que ele trás, porque eu  não sinto a mínima falta. Também não tenho saudades da época que ela era um bebê bem pequerrucho, porque também não tenho. Mas, posso dizer sem culpa que curti cada momento, que amei e amo demais a minha bonequinha linda, que quero mais é que ela cresça e se torne exatamente aquilo que Deus planejou para ela.

Minha bebezinha está crescendo e se tornando uma menina linda e muito esperta. Ela completou 3 anos no sábado passado (23/07). Este ano não fizemos festa. Nós a levamos a um café onde tem um playground maravilhoso com obstáculos e piscinas de bolinhas. Almoçamos fora e ainda comemos bolo prestígio feito por mim. Ufa! Foi um dia bem cansativo e muito divertido.

vem me seguir no

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