02
Mar

Como é ser casada com um paquistanês?

Oi gente, tudo bem?

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Sempre que digo que sou casada com um paquistanês as pessoas me perguntam como ele é, se ele me bate, se é bom pai, se é agressivo, se não me deixa trancada dentro de casa, se não é homem bomba… E não para por aí! Eu procuro levar tudo na esportiva porque afinal de contas é normal que as pessoas estranhem essa combinação entre uma brasileira e um paquistanês, né não?

Então, vamos matar a curiosidade meu povo 🙂

Como é o homem paquistanês?

É um homem de personalidade forte que gosta das coisas do jeito dele. A cultura do homem paquistanês está diretamente ligada a religião, o que os torna mais rigorosos em muitos aspectos. Por exemplo, a esposa tem que se vestir de forma que seu corpo fique todo coberto. Biquíni, regata, roupas curtas e justas? Esqueça! Se você casar com seu paki isso não te pertence mais kkkk.

Ele é agressivo, me bate ou me tranca em casa?

Não! Meu marido é um homem muito pacífico e paciente. Ele nunca me bateu. Além de não ser agressivo ele também me dá toda liberdade de ir e vir. Posso passear, ir às compras ou mesmo ir a restaurantes e cafeterias com minhas amigas que ele não se importa. Nunca fiquei trancada dentro de casa. Muito pelo contrário, tem dias que ele insiste para que eu saia de casa e vá respirar um pouco de ar puro.

Ele é bom pai?

Ele é um excelente pai. Amoroso, carinhoso, zeloso. Trata a nossa filha com amor e carinho. Pior de tudo é que ele não gosta quando eu me estresso com a Zahrinha e acaba ficando muito chateado.

Ele é um homem bomba?

Oxiii, que pergunta besta né? Se ele fosse um homem bomba já teria se explodido a muito tempo, vocês não acham? 😀

Na verdade as coisas não foram nada fáceis no início do nosso casamento porque houve um choque cultural muito grande. Imagine duas pessoas completamente diferentes e de personalidade forte vivendo debaixo do mesmo teto tendo que dividir o mesmo espaço, imaginou? Pois é, nós tivemos nossas brigas, ficamos dias sem nos falar, discordamos em muitas coisas, mas ele nunca nem sequer pensou em levantar a mão para me bater. Mas, gracas a Deus essa fase chata já passou. O tempo nos ensinou a administrar as nossas diferenças.

Claro que cada caso é um caso! Não dá pra generalizar e dizer que todos os homens paquistaneses são uns docinhos de coco ou que são todos nó cego. Tem muitos que são agressivos, mentirosos, caçadores de visto, difíceis de conviver, fanáticos… Mas, em todos os lugares do mundo tem homem bom e homem ruim. Cabe a você ser seletiva, se valorizar e não cair na conversa fiada de qualquer um. Se o cara diz que te ama depois de algumas conversas ou fica com uma história de “madam I love you” pra cá, “madam I love you” pra lá, corra! Mas corra com vontade.

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